O profeta Daniel teve uma visão do tempo do fim.
O livro bíblico que leva o seu nome foi escrito por volta de 170 – 150 a.C. No entanto a história se passa no 6º século a.C, durante o exílio babilônico no reinado de Nabucodonosor. Ele era israelita de linhagem nobre que, bem jovem, foi levado cativo pelo rei babilônico em aproximadamente 605 a.C
Deus revelou a Daniel que o saber se multiplicaria, conforme Dn. 12. 4
Eu recordei este trecho do livro profético de Daniel porque a evolução da ciência, do entendimento e da tecnologia são reais e bem nítidas em nosso tempo, basta ler este texto digital escrito de maneira remota, no conforto de meu lar. Não tenho ideia de quantos leem ou lerão. Tecnologia ao nosso alcance. Com esta pequena introdução levo você a conhecer um pouco mais da inteligência e criatividade do meu vovô Dunga, numa época distante de nós, mais ou menos década de 40.
Como já escrevi em outros posts, vovô aprendia rápido, aprendia com a experiência, compreendia ideias complexas, ele possuía uma inteligência lógico-matemática e musical, era habilidoso e criativo, em especial na área da eletrônica. Vovô mantinha-se informado por meio de jornal e através de um amigo seu, o sr. José Moreira, jornalista e que trabalhava no jornal chamado “A Noite”. Este senhor mantinha vovô informado de tudo que ele tomava conhecimento: inventos, guerra, alemães, bomba voadora, transmissão de rádio sem fio através de uma agulha e a pedra chamada galena (lá fui eu pesquisar sobre a tal pedra e bomba voadora...rsrsrs) , bem, esta pedra é a principal fonte de chumbo e usada em acumuladores de energia elétrica, em soldas, placas e etc... ela é, também , conhecida como uma pedra de harmonia que traz equilíbrio em todos os níveis. Já a bomba voadora é um veículo aéreo não tripulado ou pequena aeronave que carrega uma grande carga de explosivos, precursora dos mísseis de cruzeiro contemporâneos, li na Wikipédia.
Vovô chegava em casa, do trabalho, por volta das 20h00min, e ia direto para sua pequena oficina e por ali ficava até altas horas da madrugada. Papai contava que, às vezes, ouvia sua mãe abrir a porta da cozinha e gritar: -“Ô, bem! Já são tantas horas, está tarde, daqui a pouco você tem que ir pegar o trem para o trabalho.” E a resposta do vovô era: -“ Já vou!” e este já, demorava! Ou, ele respondia, de forma zangada: -“Vai dormir!”
Aos sábados vovô não trabalhava fora , mas amanhecia na sua oficina caseira no fundo do quintal.
E o resultado de todo este trabalho apareceu em um fim de semana quando vovô entrou na sala, onde a família fazia as refeições, com um aparelho sem fio, tipo uma corneta, e a instalou próximo ao teto. A corneta era na verdade um gramofone (aparelho que reproduz sons) idêntico ao usado pela polícia quando esta queria fazer uma comunicação audível a toda população.
Vovó e os filhos ficaram olhando de maneira inquiridora o que seria aquilo, mas assim que foi colocada aquela parafernália, como dizia papai, vovô colocou o ouvido na boca da corneta e deu um sorriso.
O irmão mais velho de papai, Geraldo, que era o único a poder ficar na oficina com vovô, perguntou: _” Deu para ouvir, papai? Dá melhor que na oficina?”
Vovó Conceição que nada ouviu e nem entendeu, disse, perguntando: -“E para escutar tem que subir em cima da mesa?” Pois era isto mesmo que vovô fizera.
Neste momento ele desceu, correu até a oficina e voltou trazendo duas bolas achatadas ligada uma à outra e enfiou na cabeça da vovó, colocando cada bola em cada ouvido dela e as crianças só viam a vovó sorrindo, ouvindo sabe-se lá o que. Mas vovô satisfez a curiosidade de todos e depois da vovó cada um teve a oportunidade de colocar aquelas bolas nos ouvidos e escutarem as ondas sonoras da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Alegria geral, uma festa na casa dos Maias. Nem entendiam como, mas estavam ouvindo a Rádio por meio de fones de ouvidos sem fios, construído por vovô.
Vovô explicou que o som do gramofone estava baixo por ser de dia, mas que à noite e de madrugada as ondas hertzianas ou ondas de rádio que são um tipo de radiação eletromagnéticas, ficariam mais fortes e todos poderiam ouvir . Lembram-se da pedra de galena? Vovô construíra um tipo de rádio de galena que é um dos receptores mais simples de modulação AM, (novamente recorri ao buscador para saber mais...rsrsrs). E os fones de ouvidos, foram o máximo para todos da casa.
Papai conta que durante as noites o gramofone funcionava forte e todos podiam ouvir de seus quartos a Rádio. Ouviam Repórter Esso, Renato Murce, um locutor famoso à época, com o programa “Papel Carbono”, um programa considerado o primeiro programa de calouros do rádio. A “Pensão da Pimpinela”, um programa de humor com Silvino Neto. Ouviram a rádio por muitos anos.
Papai, até antes de adoecer, gostava de sintonizar e ouvir o rádio, com formato de rádio mesmo, também construído por vovô, uma relíquia.
Após sua conversão, papai selecionava o que ouvia e via. Sempre foi admirador das novas tecnologias e , a exemplo de vovô, herdou sua inteligência e criatividade.
O avanço da ciência e tecnologia concedidas a nós, serve para nos ensinar que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança, portanto nós temos capacidades, sim, de criarmos coisas boas em benefício da humanidade e, outras, não tão saudáveis, infelizmente.
Não podemos nos esquecer que um dia todos estaremos diante de Deus e prestaremos contas de cada feito nosso, conforme nos alerta a Palavra: “importa que todos nós compareceremos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.” (2ª Coríntios 5. 10)
Texto de Ethel Maia Martins 12/11/2024
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